Elita Imobiliária
Elita Imobiliária
Você encontrou um apartamento de que gostou. A planta funciona, a localização faz sentido e a área de lazer parece convidativa. Antes de decidir, vale descobrir outra característica do endereço: como é conviver naquele condomínio quando parte dos apartamentos recebe pessoas por poucos dias?
Para alguns compradores, conhecer visitantes e encontrar o prédio movimentado faz parte do prazer de morar na praia. Outros preferem uma rotina com menos mudanças na vizinhança. A locação de temporada pode participar dessas duas experiências. Entender como ela acontece naquele condomínio ajuda você a escolher com mais clareza.
Uma conversa da equipe Elita com duas moradoras ilustra bem essa diferença. As irmãs haviam comprado apartamentos no mesmo condomínio à beira-mar para continuarem próximas. O empreendimento tinha áreas de lazer e recebia visitantes em unidades alugadas por plataformas.
Durante a conversa, surgiu a pergunta sobre como era viver ali na temporada. Havia uma expectativa de incômodo, mas a resposta veio animada. Elas gostavam de conhecer gente nova, ouvir histórias e conversar com pessoas de lugares e trajetórias diferentes.
Para elas, aquela circulação era parte do que tornava o lugar agradável. Outra pessoa poderia visitar o mesmo prédio e sentir falta de uma convivência mais estável. O relato, apresentado aqui sem identificar as moradoras ou o condomínio, mostra por que vale entender a experiência antes de classificá-la como vantagem ou desvantagem.
As plataformas de curta estadia fazem parte da busca por hospedagem. Em julho de 2026, o Airbnb informou crescimento de quase 30% nas buscas por viagens nacionais para o período de junho a setembro, comparando pesquisas feitas no primeiro trimestre de 2026 e de 2025.
O dado sinaliza interesse na plataforma, mas mede buscas. Ele não informa quantos apartamentos são alugados em Barra Velha, nem a ocupação de um condomínio específico. Para quem vai comprar, a pergunta mais útil continua sendo local: qual é a presença desse tipo de uso no prédio que estou considerando?
Você gosta de puxar conversa nas áreas comuns? Acha interessante ouvir outro idioma no elevador ou receber dicas de viagem de alguém que acabou de chegar? Uma vizinhança que se renova pode criar encontros agradáveis, como aconteceu com as duas irmãs.
Talvez você prefira reconhecer as mesmas pessoas, organizar seus horários com mais previsibilidade e construir relações de vizinhança ao longo do tempo. Essa preferência também merece espaço na escolha. Ela não depende de idade, profissão ou de estar comprando para morar ou passar férias.
Considere ainda quando você usará o apartamento. Quem passa o verão inteiro ali pode ter uma experiência diferente de quem chega em fins de semana fora da temporada. E gostar de movimento não significa gostar de qualquer intensidade, em qualquer horário. Tente descrever a convivência que funciona para você, em vez de procurar apenas um prédio “tranquilo” ou “animado”.
Converse com o síndico ou a administradora e, quando possível, com moradores. Procure exemplos da rotina e confirme as informações relevantes nos documentos do condomínio.
A estrutura e a organização ajudam a compreender a experiência, mas não garantem segurança nem ausência de conflitos. Da mesma forma, ver malas no elevador não revela como aquelas pessoas convivem. Observe procedimentos e situações concretas, sem presumir o comportamento de alguém por ser visitante.
Peça a convenção, o regimento interno e as atas recentes antes de fazer uma proposta. Verifique a destinação do empreendimento, as regras de ocupação e eventuais deliberações sobre estadias curtas. Encontrar anúncios de apartamentos naquele prédio não comprova que a atividade está autorizada.
Há uma distinção jurídica importante. No julgamento do REsp 2.121.055, em maio de 2026, o STJ tratou de contratos atípicos de curta estadia com exploração econômica reiterada ou profissionalização do serviço que descaracterizam o uso residencial. Nessa situação, quando a convenção prevê destinação residencial, a mudança de uso exige previsão na convenção aprovada por dois terços dos condôminos. O Informativo 889 do STJ também esclarece que usar uma plataforma, por si só, não define a natureza do contrato.
Na consulta de 11 de outubro de 2026, o Tema 1.443 do STJ, sobre o alcance da cláusula de destinação residencial, constava como afetado, ainda sem julgamento registrado. Por isso, a análise precisa considerar os documentos, a atividade pretendida e o entendimento aplicável ao caso. Se isso for decisivo para a compra, peça orientação jurídica antes de assumir o compromisso.
Se você pretende passar parte do ano no apartamento e disponibilizá-lo em outros períodos, esclareça primeiro se esse uso é permitido. Depois, pense na operação: quem cuidará das entradas e saídas, da limpeza, da manutenção e do contato com os ocupantes?
Considere também seus próprios períodos de uso. As datas em que você mais quer estar na praia podem coincidir com as que pretendia oferecer. Custos, períodos sem ocupação e trabalho de gestão precisam entrar nessa decisão, sem tratar a renda como garantida.
O movimento que agradou às duas irmãs pode agradar a você também. Ou sua prioridade hoje pode ser outra. Não existe imóvel perfeito para todas as pessoas: existe aquele que combina melhor com alguém em determinada situação.
Ao buscar um apartamento com a Elita, conte como você quer usar o imóvel e que tipo de convivência espera encontrar. Essa conversa ajuda a escolher quais condomínios visitar e quais perguntas precisam ser respondidas antes da compra.









